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Como diria mama Ru: Todos nascemos pelados e o resto: É DRAG!

Drag é sobre libertação, exploração de limites, saída da zona de conforto, encontrar aquilo dentro de você que faz você ser quem você é e aprender colocar isso pra fora de uma forma nunca esperada antes.

Tenho passado por um processo interno de integração das minha partes que um dia separei de mim, e buscado na arte a cola que une esses diversos pedaços.

Todos nós somos Ying e Yang, ‘masculino’ e ‘feminino’, polaridades que co-existem e não existem ao mesmo tempo dentro de cada um de nós, porém a necessidade de permanecer dentro de uma pequena caixa chamada gênero não nos permite mergulhar nessa nossa complexidade.

Eu, que desde criança fui menina moleca, sempre desviei um pouco dessa caixa imposta, prova disso é que tive apelidos desde trombadinha, como era chamada carinhosamente por meu pai, até Iulia Homem, que era como os meninos na rua faziam bullying comigo. Sempre fui uma pessoa com muita energia Yang.

Usar a arte Drag como cura, além de dar lugar a essa criança que se enxergava diferente dos “papéis de gênero”, é uma forma também de curar o meu Ying, performando uma masculinidade que não fere o feminino, e sim o abraça.

"Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou o masculino e o feminino" 🎶

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